O que fazer quando tudo sair dos trilhos



Sabem o ditado "casa de ferreiro, espeto de pau"? Pois é, aqui na minha casinha a organização vai por esses meios. Não que eu esteja orgulhosa, longe disso, mas é claro que toda experiência deve ser compartilhada e, consequentemente, transformada em dicas, conselhos e conhecimentos através da minha vivência. O post de hoje, é óbvio, não ia ser diferente.


2020 já começou provando que vai ser um ano diferente e cheio de desafios. Aconteceu algo que eu havia planejado 6 anos atrás, mas que nunca aconteceu. Eu fui chamada para dará aulas de inglês na escola onde estudei por 10 anos. Foi algo bem repentino, bem doido mesmo, que estava completamente fora dos meus planos e ACONTECEU!


Mas... justo agora?!


Bom, final de 2019 já não foi bom se tratando de organização. Ativei o modo férias do Todoist e taquei o foda-se em tudo meeeeeesmo. Trabalhei horrores, corri pra cima e pra baixo, ajudei o marido a pintar nosso apartamento. Foi punk. 100% seguindo o fluxo, 0% organizada. Só fluiu. Foi ótimo. Eu tava feliz.


E agora me arrependo de não ter pelo menos colocado as minhas metas de 2020 no papel rs. Tudo bem, tô aqui pra aprender, né?! e pelo que tudo indica janeiro está tendo mais de 100 dias, então tudo certo com a organização!

Tudo bem, tô aqui pra aprender, né?! e pelo que tudo indica janeiro está tendo mais de 100 dias, então tudo certo com a organização!


A reflexão que quero deixar com isso tudo é mais um note to myself - um lembrete para mim mesma - do que um puxão de orelha para quem me lê. O que você faz quando sua vida está uma loucura e parece que o trem está desgovernado e vai sair dos trilhos a qualquer momento? Ou pior, parece que vai bater de frente com você sem dó nenhuma?


Eu fui tomar um café na minha amiga. Já que estava tudo descarrilhado mesmo, o que seria 30 minutos a mais ou a menos de conversa, né?


Aprender a fazer pausas é um hábito crucial se você, assim como eu, é uma pessoa ansiosa, afobada, que não consegue descansar enquanto não vê um fim nas coisas ou as quer resolvidas. A Nina (@nina_sa_yoga) é uma aluna incrível de mentoria e ela falou muito sobre as pausas durante os recessos de fim de ano e eu nem sequer havia internalizado sobre isso. E agora acho que entendi. Pareceu como um estalo na minha cabeça. De repente, tudo fez sentido. Fazer pausas é um dos momentos que mais tenho valorizado no meu dia a dia, como largar tudo de lado para fazer meu café favorito ou priorizar meus momentos de leitura, mesmo que durem só 5 minutos por dia.


Minhas pausas também começaram a fazer sentido com a meditação. Eu sou uma pessoa extremamente ansiosa, então meditar sempre foi um desafio. Eu comecei a me desafiar 5 minutos por dia. Gosto de acordar mais cedo todos os dias, fico na sala, quietinha, ainda com tudo escuro (bem longe do clube das 5h da manhã, obrigada, de nada), só para refletir. Ou à noite, depois de um dia cansativo, gosto de deitar no chão e colocar as pernas n aparece. Ajuda bastante na circulação. De forma geral, tentar internalizar as coisas que tenho para fazer no dia já julgo como meditação. Aquele momento meu, comigo mesma e com meu interior; tentando por ordem de dentro pra fora.


É óbvio que mesmo com tudo uma loucura eu não deixei de me organizar. Continuei alimentando minha lista de to-dos, revisando projetos e revisitando a metodologia do GTD sempre que possível. Isso é dar a manutenção aos meus hábitos já existentes de organização, dando assim uma consistência a eles. Antes feito do que mal feito, né?! Então nem que seja só para anotar o que você precisa fazer no dia seguinte, sem falta. 3 coisas mega importantes, mesmo tendo outras tão importantes/urgentes quanto. Faça pelo menos essas 3 todos os dias.


Criar novos hábitos também nos faz sair da zona de conforto. Sim, é bem arriscado tentar inserir novos hábitos em uma rotina doida. A impressão que tenho é de que tudo vai morrer na praia, sabe?Que a loucura e a correria desmotivam qualquer hábito novo. Mesmo assim resolvi começar com 2 coisas bem simples que estão fazendo toda a diferença: 1) montar as marmitas da semana e 2) separar a roupa que vou uar no dia seguinte ainda na noite anterior. Isso faz eu me desligar um pouco do que é o meu automático e tem sido muito bom.


Com esse gancho, eu já falo sobre como é importante a gente criar rotinas para nós mesmos. Saber o horário de comer, de tomar banho, de organizar e planejar o novo dia, tudo isso faz com que as tarefas automáticas sejam menos agonizantes. Você vai fazer isso porque tem que ser feito, e assim que for feito, você pode se dar uma recompensa, como um capítulo de um livro ou o episódio de uma série. É renovador.


E sem nem perceber você já está retomando a sua vida de novo.

A organização é um exercício de fé, consistência, hábitos e rotinas.


Mesmo quando a gente acredita que não tem mais esperança, tem sim! Vai mais afundo, mergulha um pouco mais que você vai encontrar.


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2020. Organiza Dani. Feito com ♥ pelo Wix

Danielle Gomide Jorge | contato: daninhelle@gmail.com